
Reimprimindo o céu ancestral via wi-fi, 2025
Projeto:
Instalação gráfica com impressão digital sobre “pergaminho”.
Ano:
2025
Reimprimindo o céu ancestral via Wi-Fi revisita saberes astronômicos indígenas descritos por Claude d’Abbeville no século XVII, especialmente as palavras e constelações registradas em língua tupi. A partir do mapeamento dessas constelações por meio do Stellarium — como a Ema, o Velho, o Veado e o Tapir —, as imagens foram manipuladas digitalmente e impressas sobre um protótipo de pergaminho composto por páginas do próprio capítulo histórico.
Ao inverter as cores e saturá-las em vermelho, as antigas estrelas transformam-se em manchas que evocam gotas de sangue, simbolizando a violência que apagou não apenas os povos, mas também seus conhecimentos celestes. A obra propõe uma reativação gráfica e sensível desses céus ancestrais, convertendo memória e cosmologia em um gesto visual contemporâneo.











